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O que você precisa saber

  • A OMS e o HRP recomendam definições e perguntas mais consistentes para medir violência sexual cometida por pessoas que não são parceiros íntimos.
  • A estimativa global citada é de 263 milhões de mulheres e meninas com 15 anos ou mais expostas ao menos uma vez desde os 15 anos, mas o total provavelmente é subestimado.
  • Em 42 dos 140 países com alguma pesquisa elegível, a informação mais recente tinha mais de dez anos.
  • Coleta de dados só é ética quando protege privacidade, confidencialidade e segurança e oferece encaminhamento para suporte.

O que o documento identificou

A Organização Mundial da Saúde e o Programa Especial de Pesquisa em Reprodução Humana publicaram em 18 de setembro de 2026 um documento técnico sobre violência sexual praticada por alguém que não seja parceiro íntimo. O objetivo é melhorar pesquisas populacionais e tornar os resultados mais úteis para prevenção e resposta.

Uma revisão encontrou ao menos uma pesquisa elegível em 140 países entre 2000 e 2023, cobrindo 89% da população mundial de mulheres e meninas com 15 anos ou mais. Ainda assim, 42 países estavam havia mais de uma década sem um levantamento elegível recente.

Por que os números podem ser menores que a realidade

Vergonha, medo de represálias, normalização da violência e insegurança para responder contribuem para subnotificação. Além disso, pesquisas usam definições, faixas etárias e populações diferentes, o que dificulta comparar países e acompanhar mudanças ao longo do tempo.

Perguntar apenas se houve estupro ou tentativa de estupro deixa de captar outras formas de coerção e violência. O documento recomenda perguntas sobre atos específicos, formuladas de maneira cuidadosa, porque a pessoa pode não nomear a experiência com um rótulo amplo mesmo tendo sofrido uma situação violenta.

Melhorar a medição exige proteger quem responde

Mais dados não justificam expor sobreviventes. Entrevistas precisam preservar privacidade e confidencialidade, ser conduzidas por pessoas com treinamento especializado e contar com supervisão e rotas de encaminhamento para apoio. Pesquisar sem essas condições pode aumentar risco ou sofrimento.

O documento também pede métodos melhores para compreender coerção, ausência de consentimento, assédio e violência facilitada por tecnologia, como compartilhamento não consentido de imagens íntimas e ameaças sexuais pela internet.

Informação para políticas, não para responsabilizar a vítima

Dados comparáveis ajudam governos a localizar lacunas de prevenção, estruturar serviços e monitorar respostas. Eles não substituem escuta individual, investigação adequada nem acesso a cuidado físico, mental, sexual e reprodutivo.

Quem sofreu violência não precisa esperar uma pesquisa ou apresentar provas para procurar cuidado. Em risco imediato, acione a emergência e a rede de proteção local. Serviços de saúde podem orientar prevenção de infecções, contracepção de emergência quando indicada, coleta forense conforme a escolha da pessoa e apoio psicossocial.

Transparência editorial

Fontes originais

As datas abaixo permitem diferenciar quando o fato ocorreu, quando a fonte o publicou e quando esta notícia foi preparada.

  1. Organização Mundial da Saúde e HRP — New brief highlights gaps and recommendations for improving violence data on women

    Publicado em 18/09/2026. Consultado em 18/09/2026.

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    Institucional

Apuração e revisão: 18 de setembro de 2026.

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Responsável
Dr. Leonardo Seabra • CRM/RN 13.960
Publicado
18 de setembro de 2026
Atualização
18 de setembro de 2026
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