Resumo em 30 segundos

Principais pontos

  • Episiotomia é uma incisão no períneo; fórceps e vácuo-extrator são instrumentos diferentes usados para auxiliar um parto vaginal.
  • O uso rotineiro ou liberal de episiotomia não é recomendado pela OMS.
  • Indicação, alternativa, analgesia, chance de sucesso e plano se a tentativa não funcionar devem ser explicados quando houver tempo.
Sinal de alerta:

Após o parto, febre, sangramento intenso ou crescente, dor que piora, secreção com odor, ferida abrindo ou perda de controle de urina, gases ou fezes exige avaliação.

São intervenções diferentes

A episiotomia é um corte cirúrgico no períneo para ampliar a abertura vaginal em uma situação selecionada. Fórceps são instrumentos curvos posicionados ao redor da cabeça do bebê; o vácuo-extrator usa uma ventosa. Ambos auxiliam a descida durante contrações e esforço materno, quando a avaliação indica que essa é uma opção segura.

Uma intervenção não implica automaticamente a outra. A escolha depende da posição e altura da cabeça, idade gestacional, bem-estar fetal, evolução do parto, analgesia, condições maternas e experiência do profissional.

Por que podem ser propostas

O auxílio pode ser considerado quando há preocupação com o bebê, quando o período expulsivo não evolui como esperado ou quando a gestante não consegue ou não deve fazer esforço prolongado. A equipe precisa confirmar que o colo está dilatado, a bolsa rompeu, a posição é conhecida e existem condições para concluir o parto ou mudar o plano.

A OMS não recomenda episiotomia de rotina. Quando é proposta, deve haver uma justificativa para aquela situação, e não apenas uma regra aplicada a todas as pessoas.

Consentimento e alternativas

Quando houver tempo, peça uma explicação breve: qual é o motivo, qual instrumento está sendo considerado, quais benefícios e riscos existem agora e o que acontecerá se a tentativa não funcionar. As alternativas podem incluir aguardar em situações selecionadas ou realizar cesariana, mas a segurança e a urgência mudam de caso para caso.

Em uma emergência, a conversa pode ser curta, porém a equipe deve comunicar o possível e explicar depois o que foi feito. Preferências discutidas no pré-natal ajudam, mas não substituem a avaliação no momento:

  • Qual é o motivo da intervenção agora;
  • Qual método está sendo proposto e por quê;
  • Que analgesia e monitorização serão usadas;
  • Qual é o plano se a tentativa não for bem-sucedida.

Depois do nascimento

A equipe examina o canal de parto e o períneo, identifica lacerações ou episiotomia e realiza reparo quando necessário. O bebê também pode precisar de observação específica conforme o instrumento e as condições do nascimento.

Antes da alta, confirme cuidados com pontos, dor, urina, evacuação, sangramento e retorno. Febre, sangramento crescente, dor que piora, secreção com odor, abertura da ferida ou dificuldade para controlar urina, gases ou fezes precisam de avaliação.

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Fonte: FEBRASGO
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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema, respondidas de forma simples e responsável.

Episiotomia é obrigatória no primeiro parto?

Não. O uso rotineiro não é recomendado. Uma indicação deve ser explicada conforme a situação do parto.

Fórceps e vácuo-extrator são a mesma coisa?

Não. São instrumentos diferentes. A escolha depende da avaliação clínica, da posição do bebê, da idade gestacional e da experiência da equipe.

Se o instrumento não funcionar, o que acontece?

A equipe reavalia imediatamente. Conforme a situação, pode considerar outro método ou cesariana; o plano deve ser explicado quando houver condições.

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Conteúdo elaborado para fins educativos e revisado sob responsabilidade do Dr. Leonardo Seabra, médico CRM/RN 13.960, com atuação na Atenção Primária à Saúde.

Atualização do artigo
14/09/2026
Referências verificadas
14/09/2026
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Referências bibliográficas e fontes consultadas

Este conteúdo foi elaborado com base nas publicações abaixo. Os links direcionam para as páginas, diretrizes ou documentos originais.

  1. Organização Mundial da Saúde

    WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience

    Acessar fonte original
    Diretriz
  2. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists — RCOG

    Assisted vaginal birth — ventouse or forceps

    Acessar fonte original
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  3. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists — RCOG

    Perineal tears during childbirth

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    Página
  4. Ministério da Saúde

    Caderneta Brasileira da Gestante — edição 2026

    Acessar fonte original
    Caderneta

Referências verificadas em: 14/09/2026.