Resumo em 30 segundos

Principais pontos

  • A equipe examina a região após o parto para identificar a extensão da laceração e indicar reparo quando necessário.
  • Primeiro e segundo graus envolvem pele e músculos do períneo; terceiro e quarto alcançam o esfíncter anal e, no quarto grau, a mucosa retal.
  • Dor que piora, febre, secreção, abertura da ferida ou perda de controle de gases ou fezes exige reavaliação.
Sinal de alerta:

Febre, sangramento intenso, dor crescente, pus, odor forte, abertura da ferida, fezes pela vagina ou perda de controle de gases ou fezes exigem avaliação rápida.

O grau descreve os tecidos envolvidos

Lacerações podem ocorrer no períneo, na vagina ou na vulva durante o parto. No primeiro grau, a pele é afetada; no segundo, também há músculo perineal. No terceiro grau, a lesão alcança o esfíncter anal; no quarto, estende-se até a mucosa do reto.

A classificação exige exame após o nascimento. Dor, aparência da ferida ou número de pontos não permitem que a própria pessoa determine o grau em casa.

Reparo e recuperação variam

Pequenas lacerações podem não precisar de sutura, enquanto outras exigem pontos com analgesia adequada. Lesões de terceiro ou quarto grau costumam necessitar reparo em centro cirúrgico e acompanhamento específico.

Siga a prescrição e as orientações do serviço sobre higiene, absorventes, evacuação, atividade e retorno. Não aplique pomadas, antissépticos, ervas ou produtos caseiros sobre os pontos sem orientação.

O que observar nos primeiros dias

Sensibilidade e desconforto podem ocorrer, mas a tendência esperada é melhora progressiva. Lave as mãos antes e depois de cuidar da região, mantenha a higiene orientada e troque absorventes regularmente.

Procure avaliação se a dor aumentar, houver febre, inchaço crescente, pus, odor diferente, sangramento importante ou sensação de que a ferida abriu. Dificuldade para urinar ou evacuar também merece contato com a equipe:

  • Dor está melhorando ou piorando;
  • Há febre, secreção, odor ou inchaço novo;
  • A ferida parece aberta ou sangra mais;
  • Existe dificuldade para controlar gases ou fezes.

Assoalho pélvico, intestino e próximos partos

Após lacerações profundas, a equipe pode orientar medidas para evitar esforço ao evacuar, fisioterapia do assoalho pélvico e revisão. Fale sem constrangimento sobre urgência evacuatória, escape de gases ou fezes, dor na relação e impacto emocional: há avaliação e tratamento.

Em uma nova gestação, informe o grau da laceração e sintomas persistentes. A via de nascimento futura não é definida automaticamente; histórico, recuperação, preferências e avaliação atual entram na decisão.

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Pré-natal de alto e baixo risco

Conversa geral sobre acompanhamento pré-natal. O vídeo complementa o tema e não substitui avaliação.

Fonte: FEBRASGO
Respostas diretas

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema, respondidas de forma simples e responsável.

Toda laceração precisa de pontos?

Não. A necessidade depende da profundidade, do sangramento, da aproximação dos tecidos e da avaliação após o parto.

Como sei se os pontos infeccionaram?

Dor ou inchaço que aumentam, febre, pus, odor diferente ou abertura da ferida são sinais para procurar avaliação.

Laceração de terceiro ou quarto grau impede parto vaginal no futuro?

Não define sozinha a via de nascimento. A decisão considera recuperação, sintomas, avaliação atual e preferências discutidas com a equipe.

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Conteúdo elaborado para fins educativos e revisado sob responsabilidade do Dr. Leonardo Seabra, médico CRM/RN 13.960, com atuação na Atenção Primária à Saúde.

Atualização do artigo
14/09/2026
Referências verificadas
14/09/2026
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Referências bibliográficas e fontes consultadas

Este conteúdo foi elaborado com base nas publicações abaixo. Os links direcionam para as páginas, diretrizes ou documentos originais.

  1. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists — RCOG

    Perineal tears during childbirth

    Acessar fonte original
    Página
  2. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists — RCOG

    Third- and fourth-degree tears — OASI

    Acessar fonte original
    Página
  3. Organização Mundial da Saúde

    WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience

    Acessar fonte original
    Diretriz
  4. Ministério da Saúde

    Caderneta Brasileira da Gestante — edição 2026

    Acessar fonte original
    Caderneta

Referências verificadas em: 14/09/2026.