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O que você precisa saber

  • A Anvisa classificou como falsa a alegação de que biscoitos recheados contêm petróleo.
  • O hexano pode ser usado no processamento de óleos e gorduras, mas é coadjuvante de tecnologia, não ingrediente do biscoito.
  • A legislação admite apenas resíduo tecnicamente inevitável em nível considerado seguro, dentro das condições autorizadas.
  • Corrigir o boato não muda a recomendação de moderar ultraprocessados ricos em açúcar, gordura e sódio.

Qual é a informação falsa

A Anvisa publicou em 15 de setembro de 2026 uma checagem sobre mensagens que afirmam que um conhecido biscoito recheado teria ingredientes derivados do petróleo. Segundo a agência, a alegação confunde a composição do alimento com substâncias que podem participar de etapas anteriores da fabricação de determinados ingredientes.

Farinha, açúcar, gorduras, óleos, sal, fermentos, emulsificantes e aromas estão entre os componentes usuais declarados. Petróleo e hexano não aparecem como ingredientes do biscoito.

Ingrediente e coadjuvante não são a mesma coisa

O hexano pode ser empregado como solvente na extração e no processamento de óleos e gorduras. No Brasil, ele é autorizado em condições específicas como coadjuvante de tecnologia: uma substância usada para cumprir uma função na fabricação e que deve ser removida ao longo do processo.

Por isso, coadjuvantes não integram a lista de ingredientes. A legislação aceita somente eventual resíduo tecnicamente inevitável, dentro de níveis considerados seguros. A avaliação regulatória observa quantidade, finalidade, condições de uso e remoção.

Biscoitos não recebem registro individual

Alimentos como biscoitos seguem procedimento simplificado: a empresa comunica o início da fabricação ou importação à vigilância sanitária responsável. Isso permite acompanhamento e fiscalização, mas não significa que cada produto tenha sido analisado individualmente pela Anvisa antes da venda.

A ausência de registro individual não comprova irregularidade. Se houver problema de composição, rotulagem ou qualidade, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária pode investigar, recolher lotes e aplicar medidas específicas.

Desmentir o boato não é recomendar consumo

Dizer que o produto não contém petróleo não torna biscoitos recheados nutricionalmente equivalentes a alimentos in natura. Muitos têm alta densidade energética e quantidades relevantes de açúcar, gordura saturada e sódio; frequência e porção continuam importantes.

Compare a lista de ingredientes e a tabela nutricional, evite transformar um alimento isolado em causa única de doença e desconfie de vídeos que usam termos químicos para produzir medo. Risco alimentar depende de substância, dose, exposição e evidência, não apenas de um nome pouco familiar.

Transparência editorial

Fontes originais

As datas abaixo permitem diferenciar quando o fato ocorreu, quando a fonte o publicou e quando esta notícia foi preparada.

  1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — Biscoitos recheados NÃO contêm petróleo

    Publicado em 15/09/2026. Consultado em 16/09/2026.

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    Institucional

Apuração e revisão: 16 de setembro de 2026.

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Responsável
Dr. Leonardo Seabra • CRM/RN 13.960
Publicado
16 de setembro de 2026
Atualização
16 de setembro de 2026
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