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O que você precisa saber

  • Dos 3.732 municípios que enviaram dados, 49,2% apresentaram índices de alerta ou risco.
  • Recipientes domésticos responderam por 42,3% dos focos identificados no levantamento.
  • O LIRAa ajuda a direcionar controle local, mas não determina sozinho a ocorrência futura de dengue.

O que mostrou o levantamento

O Ministério da Saúde divulgou em 7 de outubro os resultados do segundo ciclo de 2026 do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti. A coleta ocorreu entre maio e agosto e recebeu informações de 3.732 municípios.

Entre os municípios participantes, 49,2% apresentaram índices classificados como alerta ou risco para a presença do mosquito. O resultado identifica territórios e tipos de criadouro que merecem resposta mais intensa, mas não significa que metade dos municípios esteja necessariamente em epidemia.

Onde estão os principais focos

Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes capazes de acumular água representaram 42,3% dos criadouros. Reservatórios como caixas-d'água e tonéis responderam por 26,1%, enquanto pneus e resíduos sólidos somaram 23%.

O padrão muda conforme a região. No Norte, pneus e resíduos tiveram maior destaque; no Nordeste, reservatórios usados para armazenar água; e no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, recipientes domésticos diversos.

O que o índice não consegue dizer sozinho

O LIRAa mede indicadores relacionados à infestação pelo mosquito em amostras de imóveis. A ocorrência de dengue, chikungunya ou zika também depende da circulação viral, imunidade da população, clima, mobilidade e capacidade de vigilância e assistência.

Como nem todos os municípios participaram, o percentual se refere aos locais que informaram dados. Comparações entre ciclos devem considerar diferenças de cobertura, período de coleta e condições ambientais.

Como agir em casa

Uma vez por semana, revise vasos, calhas, ralos, bandejas, garrafas, pneus, lonas e recipientes de animais. Mantenha reservatórios bem tampados e descarte resíduos de forma adequada. O objetivo é eliminar água parada antes que o mosquito complete seu ciclo.

Febre alta, dor intensa, manchas, náuseas ou dor no corpo merecem avaliação. Dor abdominal forte, vômitos persistentes, sangramento, sonolência, tontura ou piora após a febre baixar são sinais de alarme e exigem atendimento rápido. Evite automedicação, especialmente ácido acetilsalicílico em suspeita de dengue.

Transparência editorial

Fontes originais

As datas abaixo permitem diferenciar quando o fato ocorreu, quando a fonte o publicou e quando esta notícia foi preparada.

  1. Ministério da Saúde — Aedes aegypti: 49% dos municípios avaliados estão em situação de alerta ou risco

    Publicado em 07/10/2026. Consultado em 09/10/2026.

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    Institucional

Apuração e revisão: 09 de outubro de 2026.

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Dr. Leonardo SeabraMédico — CRM/RN 13.960
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Dr. Leonardo Seabra • CRM/RN 13.960
Publicado
09 de outubro de 2026
Atualização
09 de outubro de 2026
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