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Saúde mental • questionário validado

PHQ‑9: rastreio de sintomas de depressão

Nove perguntas sobre as últimas duas semanas ajudam a organizar sintomas e impacto funcional. O resultado é educativo e não equivale a diagnóstico.

Privacidade: suas respostas e a pontuação ficam apenas neste dispositivo e não são enviadas nem armazenadas pelo portal.
Nas últimas duas semanas, com que frequência você foi incomodado(a) por cada situação?

Marque uma resposta em cada item. O PHQ‑9 é um instrumento de rastreio para adultos; não confirma depressão sozinho.

1Pouco interesse ou pouco prazer em fazer as coisas.
2Sentir-se para baixo, deprimido(a) ou sem esperança.
3Dificuldade para adormecer, continuar dormindo ou dormir demais.
4Sentir-se cansado(a) ou com pouca energia.
5Pouco apetite ou comer demais.
6Sentir-se mal consigo mesmo(a), achar que é um fracasso ou que decepcionou a si ou sua família.
7Dificuldade para se concentrar, como ao ler ou assistir televisão.
8Mover-se ou falar tão devagar que outras pessoas perceberam, ou ficar tão inquieto(a) que se movimentou muito mais que o habitual.
9Pensar que seria melhor estar morto(a) ou em se ferir de alguma maneira.
Se você marcou algum problema, quanto isso dificultou trabalhar, estudar, cuidar da casa ou conviver com outras pessoas?
Esta resposta não entra na soma, mas é importante para a avaliação clínica.

Quando pode ajudar?

Pode apoiar uma conversa com a equipe de saúde e o acompanhamento de sintomas em adultos. A pontuação ganha sentido quando é lida junto da duração, do prejuízo na rotina, do histórico, de medicamentos, substâncias e outras condições clínicas.

Limites importantes

O PHQ‑9 não diferencia sozinho depressão unipolar de transtorno bipolar, luto, efeitos de substâncias, doenças clínicas ou outras causas. Uma pontuação baixa não descarta sofrimento relevante; a resposta ao item sobre morte ou autoagressão sempre exige avaliação direta, não apenas a soma.

Como a pontuação é calculada

Cada resposta vale de zero a três pontos. A soma varia de 0 a 27 e costuma ser organizada nas faixas mínima (0–4), leve (5–9), moderada (10–14), moderadamente grave (15–19) e grave (20–27). Esses intervalos orientam rastreio e acompanhamento; não são um laudo.

  • Considere também a pergunta sobre dificuldade no trabalho, estudo, casa e relações.
  • Uma mudança ao longo do tempo pode ajudar no acompanhamento, desde que o contexto seja comparável.
  • Decisões de tratamento não devem ser tomadas por uma pontuação isolada.

Por que a pergunta 9 é diferente

Pensamentos de que seria melhor estar morto ou de se ferir podem variar de sofrimento passivo a risco imediato. A soma não determina essa diferença. Um profissional precisa perguntar sobre frequência, intenção, plano, acesso a meios, tentativas anteriores, proteção e capacidade de permanecer em segurança.

  • Intenção atual, plano, tentativa recente ou impossibilidade de ficar seguro: procure emergência agora.
  • Não deixe a pessoa sozinha quando houver risco imediato e reduza acesso a meios de autoagressão sem se colocar em perigo.
  • O CVV 188 oferece escuta; SAMU 192, UPA e pronto-socorro são os caminhos para emergência.

O que pode se parecer com depressão

Alterações de tireoide, anemia, apneia do sono, medicamentos, álcool e outras substâncias podem contribuir para cansaço, sono ruim e perda de interesse. Episódios de energia muito aumentada, menor necessidade de sono, impulsividade ou aceleração do pensamento levantam a necessidade de investigar transtorno bipolar antes de definir tratamento.

  • Leve à consulta a lista de medicamentos e substâncias em uso.
  • Conte se já houve períodos de euforia, irritabilidade intensa ou pouca necessidade de sono.
  • Explique quando os sintomas começaram e quanto mudaram sua rotina.

Perguntas frequentes

  1. PHQ‑9 dá diagnóstico de depressão?

    Não. Ele rastreia nove grupos de sintomas e ajuda a medir intensidade, mas o diagnóstico exige entrevista clínica, impacto funcional, duração e diagnóstico diferencial.

  2. Qual pontuação merece avaliação?

    Em estudos, 10 ou mais é um ponto de corte útil para rastreio. Ainda assim, qualquer pontuação com sofrimento, prejuízo funcional ou resposta positiva à pergunta 9 merece atenção.

  3. Posso repetir o questionário?

    Pode ser repetido no acompanhamento, idealmente com orientação profissional e intervalos comparáveis. Repetir muitas vezes para buscar certeza pode aumentar ansiedade e não substitui consulta.

  4. Uma pontuação baixa significa que está tudo bem?

    Não necessariamente. Sintomas podem não caber no período de duas semanas, e crises, luto, bipolaridade, uso de substâncias e risco de autoagressão exigem avaliação própria.

  5. O portal guarda minhas respostas?

    Não. O cálculo ocorre no navegador e as respostas não são enviadas nem armazenadas pelo portal.

  6. O que fazer se marquei a pergunta sobre morte ou autoagressão?

    Converse diretamente com um profissional. Se houver intenção atual, plano, tentativa recente ou dificuldade de permanecer seguro, procure UPA/pronto-socorro ou ligue 192; não permaneça sozinho.

Transparência editorial

Fontes confiáveis

Conteúdo educativo conferido com as referências técnicas abaixo.

  • Kroenke, Spitzer e Williams — estudo original de validação do PHQ‑9Instrumento ou referência principal usada nesta ferramenta.
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  • Osório et al. — validação do PHQ‑9 em português do BrasilReferência usada para validação e orientação clínica.
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  • Ministério da Saúde — DepressãoReferência usada para validação e orientação clínica.
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  • NICE NG222 — tratamento e manejo da depressão em adultosReferência usada para validação e orientação clínica.
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Fontes verificadas em 14/09/2026.