Dificuldade para respirar, inchaço de face ou garganta, desmaio, convulsão, manchas arroxeadas ou prostração intensa após vacinação exige atendimento imediato.
Em resumo
O Calendário Nacional de Vacinação define as doses oferecidas pelo SUS em cada idade. Ele é atualizado conforme novas evidências, produtos disponíveis e situação epidemiológica; por isso, a caderneta deve ser conferida pela sala de vacina, não apenas por listas antigas da internet.
Em 2026, a criança inicia a proteção ao nascer e recebe séries primárias, reforços e vacinas anuais ao longo da infância. Dose atrasada geralmente não exige reiniciar o esquema: a equipe faz o resgate conforme idade e histórico:
- Leve a caderneta a consultas, urgências e campanhas de vacinação;
- Atraso não é motivo para desistir: procure a UBS para atualizar o esquema;
- Resfriado leve e uso de antibiótico, em geral, não impedem vacinação;
- Reação alérgica grave após dose anterior exige avaliação antes da próxima.
Do nascimento aos seis meses
Ao nascer, o calendário prevê BCG e hepatite B. Aos 2, 4 e 6 meses concentram-se doses contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenzae b e poliomielite, além de proteção pneumocócica e contra rotavírus conforme a idade.
A meningocócica C começa aos 3 meses e continua aos 5 meses. A vacina contra Covid-19 integra a rotina a partir dos 6 meses, conforme o produto e o esquema vigente.
A vacina contra rotavírus tem limites máximos de idade para cada dose. Perder essa janela pode impedir a aplicação, por isso atrasos nessa fase devem ser avaliados rapidamente.
Dos seis aos 15 meses
A vacinação anual contra influenza é recomendada dos 6 meses até menores de 6 anos; na primeira vacinação, podem ser necessárias duas doses. O esquema de Covid-19 prossegue conforme o histórico.
A febre amarela é indicada aos 9 meses, com situações excepcionais de antecipação entre 6 e 8 meses quando há alto risco epidemiológico e avaliação do serviço.
Aos 12 meses entram reforço pneumocócico, meningocócica ACWY e primeira dose da tríplice viral. Aos 15 meses estão previstos reforços de DTP e VIP, segunda tríplice viral, varicela e hepatite A.
Aos quatro anos e na idade escolar
Aos 4 anos, o calendário de 2026 inclui segundo reforço de DTP, segundo reforço da vacina inativada contra poliomielite, segunda dose de varicela e reforço de febre amarela.
A partir dos 9 anos, a vacina HPV4 é aplicada em dose única conforme o calendário. A vacina contra dengue é indicada pelo PNI dos 10 aos 14 anos em duas doses, respeitando a estratégia vigente.
Crianças com doenças crônicas, imunossupressão ou outras condições especiais podem ter indicações adicionais nos serviços de referência para imunobiológicos especiais.
O que fazer quando há atraso
Leve todos os registros disponíveis à UBS. A equipe verifica doses válidas, intervalos mínimos e limites de idade, completa o que falta e registra o novo agendamento.
Na maioria das vacinas, uma série interrompida continua de onde parou; não se repetem doses válidas sem necessidade. Quando não há comprovante, o serviço segue as regras do PNI para reconstruir o histórico.
Não espere campanha. A vacinação de rotina está disponível durante o ano, e oportunidades como consulta, matrícula escolar ou viagem devem ser usadas para revisar a caderneta.
Reações esperadas e sinais de alerta
Dor, vermelhidão local, irritabilidade e febre baixa podem ocorrer e costumam ser transitórias. A sala de vacina deve orientar os cuidados e como registrar uma reação.
Não dê antitérmico preventivamente sem orientação. Medicamentos não evitam todas as reações e podem mascarar sintomas; a conduta depende da idade e do quadro.
Dificuldade para respirar, inchaço de face ou garganta, desmaio, convulsão, manchas arroxeadas ou criança muito prostrada exigem atendimento imediato.
Quando adiar ou pedir avaliação
Doença febril moderada ou grave pode justificar adiamento até melhora. Resfriado leve, febre baixa isolada, diarreia leve, prematuridade, aleitamento e uso de antibiótico geralmente não são contraindicações.
Vacinas vivas exigem avaliação em imunossupressão e algumas situações de gestação no contato familiar não impedem a vacinação da criança. Alergia grave comprovada a componente ou após dose anterior precisa de decisão especializada.
Após evento adverso grave, procure o serviço para investigação e orientação; não abandone todas as vacinas por conta própria.
Como manter a proteção em dia
Guarde a caderneta física e acompanhe os registros disponíveis no Meu SUS Digital. Fotografe o documento como cópia, mas preserve o original.
Confira o calendário oficial antes de viagens, surtos ou mudanças de faixa etária. Recomendações podem ser adaptadas ao risco epidemiológico e às atualizações do PNI.
Em caso de dúvida, leve a criança e a caderneta à sala de vacina. A equipe é responsável por avaliar idade, histórico, intervalos e condições especiais.
Calendário Nacional de Vacinação
O Ministério da Saúde explica por que o calendário e o monitoramento das doses são essenciais. Consulte sempre a versão vigente para a idade da criança.
Fonte: Ministério da Saúde — Monitoramento das Estratégias de VacinaçãoPerguntas frequentes
Dúvidas comuns sobre o tema, respondidas de forma simples e responsável.
Vacina atrasada precisa recomeçar do zero?
Na maioria das vezes, não. A equipe aproveita doses válidas e completa o esquema conforme idade e intervalos.
Criança resfriada pode vacinar?
Em geral, resfriado leve sem comprometimento importante não impede vacinação. Doença moderada ou grave deve ser avaliada.
Antibiótico impede a vacina?
Geralmente não. O motivo da infecção e o estado clínico importam mais; a sala de vacina deve avaliar.
Por que rotavírus tem limite de idade?
Por regras de segurança do programa. Se a janela for perdida, a dose não deve ser aplicada fora dos limites definidos.
Pode receber várias vacinas no mesmo dia?
Sim, muitas vacinas podem ser administradas simultaneamente em locais diferentes, conforme as normas do PNI.
Febre após vacina é normal?
Febre baixa pode ocorrer. Febre alta persistente, convulsão, prostração ou outros sinais importantes precisam de avaliação.
Vacina da Covid-19 faz parte da rotina infantil?
Sim, o calendário de 2026 inclui a vacinação a partir dos 6 meses conforme idade, histórico e esquema vigente.
Onde consultar o calendário atualizado?
No portal de vacinação do Ministério da Saúde e na sala de vacina da UBS, levando a caderneta da criança.
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Referências bibliográficas e fontes consultadas
Este conteúdo foi elaborado com base nas publicações abaixo. Os links direcionam para as páginas, diretrizes ou documentos originais.
- Ministério da SaúdeCalendário oficial
Calendário Nacional de Vacinação 2026 — Criança
Acessar fonte original - Ministério da SaúdeNorma técnica
Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação — 2026
Acessar fonte original - Ministério da SaúdePágina
Calendário Técnico Nacional de Vacinação
Acessar fonte original - Ministério da SaúdeInforme
Segundo reforço da VIP aos 4 anos — atualização de agosto de 2026
Acessar fonte original - Ministério da SaúdeGuia
Estratégia de vacinação nas escolas 2026
Acessar fonte original
Referências verificadas em: 27/08/2026.


