Sinal de alerta:

Dor intensa após queda, incapacidade de apoiar a perna, deformidade, dor súbita importante na coluna ou trauma craniano exige avaliação imediata.

Em resumo

Osteoporose é uma doença em que a quantidade e a qualidade do osso diminuem, aumentando o risco de fraturas após quedas da própria altura ou esforços pequenos. Costuma evoluir silenciosamente.

Fraturas de quadril, vértebras, punho e úmero podem reduzir autonomia e aumentar complicações. O objetivo da avaliação e do tratamento não é apenas melhorar a densitometria, mas evitar a primeira fratura ou impedir novas fraturas:

  • Dor não é necessária para existir osteoporose;
  • Fratura após trauma leve é um importante sinal de fragilidade óssea;
  • Densitometria, idade, histórico de fraturas e fatores de risco são avaliados em conjunto;
  • Exercício, prevenção de quedas e tratamento medicamentoso quando indicado reduzem risco.

Quem tem maior risco

O risco aumenta com idade, menopausa, baixo peso, histórico familiar de fratura de quadril, tabagismo, consumo excessivo de álcool e quedas frequentes.

Uso prolongado de corticoides, algumas doenças hormonais, reumatológicas, intestinais, renais e certos medicamentos também podem acelerar a perda óssea.

Homens também desenvolvem osteoporose e podem ser subdiagnosticados. Uma fratura por baixo impacto em qualquer sexo merece investigação, mesmo que a densitometria ainda não tenha sido feita.

Como é feito o diagnóstico

A densitometria óssea mede a densidade mineral, geralmente em coluna e quadril. O resultado é interpretado junto à idade, fraturas anteriores, doenças e medicamentos; um número isolado não define todo o risco.

A avaliação pode incluir cálcio, função renal, vitamina D e exames para causas secundárias conforme o caso. Radiografia comum não é exame adequado para rastrear perda inicial de massa óssea.

Perda de altura, postura encurvada ou dor súbita nas costas podem indicar fratura vertebral e precisam de avaliação clínica e, quando indicada, imagem.

Prevenção de fraturas e quedas

Exercícios de força, equilíbrio e sustentação de peso ajudam a preservar músculos e ossos. O programa deve ser progressivo; quem já teve fratura vertebral, quedas ou dor importante pode precisar de fisioterapia.

Alimentação com proteínas e cálcio suficiente é parte do cuidado. Suplementos de cálcio e vitamina D não devem ser usados automaticamente, pois indicação e dose dependem da dieta, exames, rins e tratamento escolhido.

Iluminação adequada, barras no banheiro, retirada de tapetes soltos, correção da visão, calçados firmes e revisão de medicamentos que causam tontura reduzem o risco de queda.

Tratamento e acompanhamento

Quando o risco de fratura é alto, medicamentos que reduzem a reabsorção ou estimulam formação óssea podem ser indicados. A escolha depende do perfil clínico, função renal, fraturas, via de uso, tolerância e disponibilidade.

No SUS, o tratamento segue critérios do PCDT atualizado. Alguns medicamentos exigem tomada em jejum, postura ereta, avaliação odontológica ou exames periódicos; por isso, a orientação específica é essencial.

Não suspenda o tratamento por conta própria. Algumas terapias perdem rapidamente o efeito protetor quando interrompidas sem planejamento, e a duração deve ser reavaliada individualmente.

Quando procurar atendimento

Procure a UBS após fratura por queda da própria altura, perda de altura, uso prolongado de corticoide ou presença de múltiplos fatores de risco. Leve laudos, lista de medicamentos e histórico de quedas.

Dor intensa súbita nas costas, incapacidade de apoiar a perna, deformidade após queda, dor importante no quadril ou trauma na cabeça exige avaliação urgente.

Conteúdo em vídeo

Osteoporose é doença grave que leva a fraturas

Especialistas explicam por que a osteoporose deve ser reconhecida antes da primeira fratura e acompanhada de forma contínua.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia / ABRASSO
Respostas diretas

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema, respondidas de forma simples e responsável.

Osteoporose dói?

Geralmente não, até ocorrer uma fratura. Dor súbita nas costas ou após queda pode indicar fratura e precisa ser avaliada.

Osteopenia é a mesma coisa?

Não. Osteopenia indica densidade abaixo do esperado, porém menos reduzida. O risco de fratura depende também de idade e outros fatores.

Todo idoso precisa de densitometria?

A indicação depende de idade, sexo, fraturas e fatores de risco. A equipe define quando o exame acrescenta informação útil.

Cálcio e vitamina D resolvem sozinhos?

Não. Podem ser necessários em alguns casos, mas não substituem exercício, prevenção de quedas e medicamento específico quando indicado.

Posso fazer musculação?

Em geral, exercícios de força são benéficos, mas devem ser adaptados quando há fratura, dor, desequilíbrio ou limitações clínicas.

O tratamento é para sempre?

A duração varia conforme o medicamento e o risco. Reavaliações definem continuidade, pausa ou troca segura.

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Transparência editorial

Referências bibliográficas e fontes consultadas

Este conteúdo foi elaborado com base nas publicações abaixo. Os links direcionam para as páginas, diretrizes ou documentos originais.

  1. Ministério da Saúde

    PCDT da Osteoporose — atualizado em janeiro de 2026

    Acessar fonte original
    Protocolo clínico
  2. Conitec

    PCDT resumido — Osteoporose

    Acessar fonte original
    Protocolo resumido
  3. Ministério da Saúde

    Saúde da pessoa idosa e prevenção de quedas

    Acessar fonte original
    Página
  4. Organização Mundial da Saúde — OMS

    Integrated care for older people — ICOPE

    Acessar fonte original
    Diretriz

Referências verificadas em: 27/08/2026.