Sinal de alerta:

Dor no peito persistente, desmaio, falta de ar intensa, alteração neurológica, intoxicação ou risco de autoagressão exige atendimento imediato.

Em resumo

Ataque de pânico é uma onda súbita de medo ou desconforto intenso acompanhada de sintomas físicos e sensação de perigo, perda de controle ou morte. Costuma atingir o pico em minutos e depois diminuir, embora o cansaço possa durar mais.

Ter um ataque isolado não significa transtorno de pânico. O transtorno envolve ataques recorrentes e preocupação persistente com novas crises ou mudanças de rotina para evitá-las:

  • Palpitação, tremor, suor, falta de ar, tontura e náusea são comuns;
  • Dor no peito e sensação de desmaio não devem ser automaticamente atribuídas à ansiedade;
  • Respiração lenta, ambiente seguro e presença acolhedora podem ajudar durante a crise;
  • Psicoterapia baseada em terapia cognitivo-comportamental é um tratamento de alta evidência.

Como reconhecer uma crise

Os sintomas podem incluir coração acelerado, aperto no peito, respiração rápida, sensação de sufocamento, tremores, ondas de calor ou frio, formigamento, tontura, náusea e sensação de irrealidade.

A pessoa pode acreditar que terá um infarto, vai desmaiar ou perder o controle. Os sintomas são reais e não são fingimento, mesmo quando a avaliação conclui que o sistema de alarme do corpo foi ativado sem perigo atual.

Café em excesso, energéticos, nicotina, álcool, outras drogas, privação de sono e alguns medicamentos podem precipitar ou piorar crises.

O que fazer no momento

Vá para um local seguro, sente-se e afrouxe roupas apertadas. Tente prolongar a expiração: inspire suavemente pelo nariz e solte o ar de forma lenta, sem puxar respirações profundas e rápidas.

Nomeie o que está acontecendo: 'isso parece uma crise, vai passar, estou em segurança'. Observe cinco coisas que vê, quatro que toca e sons ao redor para reconectar-se ao presente.

Quem acompanha deve falar com calma, não discutir nem mandar a pessoa 'se controlar'. Pergunte como ajudar, permaneça por perto e acione atendimento se houver dúvida sobre uma causa física.

O que evitar

Não respire dentro de saco de papel: isso pode reduzir demais o oxigênio e é perigoso quando o sintoma tem causa cardíaca ou pulmonar. Não use álcool ou medicamentos de outra pessoa para interromper a crise.

Evitar todos os lugares associados à crise alivia no curto prazo, mas pode fortalecer o medo e levar à agorafobia. A retomada gradual deve fazer parte de um plano terapêutico.

Benzodiazepínicos têm risco de dependência, sedação e tolerância e não são recomendados como tratamento contínuo de rotina pela OMS. Qualquer uso deve ser curto, indicado e acompanhado.

Quando investigar outras causas

Infarto, arritmia, asma, embolia pulmonar, hipoglicemia, anemia, alteração da tireoide, convulsão e efeitos de substâncias podem se parecer com pânico. A primeira crise ou mudança do padrão merece avaliação.

Idade, doenças conhecidas, início durante esforço, desmaio verdadeiro, febre, alteração neurológica, uso de drogas e exame físico orientam ECG, glicemia ou outros testes. Nem toda crise exige uma bateria de exames.

Tratamento e prevenção de recorrências

Terapia cognitivo-comportamental ajuda a compreender as sensações, reduzir interpretações catastróficas e enfrentar gradualmente situações evitadas. Técnicas de manejo do estresse complementam o tratamento.

Antidepressivos, especialmente alguns inibidores seletivos da recaptação de serotonina, podem ser indicados para adultos. O efeito não é imediato e o início pode causar efeitos transitórios; prescrição e acompanhamento são individualizados.

Sono regular, redução de cafeína e álcool, atividade física e uma rede de apoio ajudam, mas não substituem o cuidado profissional quando há prejuízo da rotina.

Quando procurar atendimento

Marque avaliação se as crises se repetem, existe medo constante de sair, dirigir ou ficar sozinho, ou o uso de calmantes está aumentando. A UBS pode iniciar o cuidado e organizar psicoterapia ou saúde mental especializada.

Procure emergência diante de dor no peito nova ou persistente, desmaio, falta de ar intensa que não melhora, fraqueza de um lado, confusão, intoxicação ou risco de autoagressão. Em risco de suicídio, não deixe a pessoa sozinha e acione o SAMU 192 ou serviço de urgência.

Conteúdo em vídeo

Ansiedade: o que é, causas e sintomas

Especialista do Einstein explica ansiedade e como agir durante uma crise. Sintomas novos ou atípicos precisam de avaliação clínica.

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein
Respostas diretas

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema, respondidas de forma simples e responsável.

Crise de pânico pode matar?

A crise em si costuma passar e não é fatal, mas sintomas semelhantes podem ter causas graves. A primeira crise ou sinais atípicos precisam de avaliação.

Quanto tempo dura?

Geralmente atinge o pico em minutos e reduz progressivamente, embora cansaço e apreensão possam persistir.

Respirar em saco de papel ajuda?

Não. Pode ser perigoso e não deve ser usado, especialmente quando a falta de ar tem causa incerta.

Ataque de pânico é o mesmo que transtorno de pânico?

Não. O transtorno envolve ataques recorrentes e medo ou mudanças de comportamento persistentes relacionados a novas crises.

Calmante resolve o transtorno?

Não sozinho. Benzodiazepínicos podem causar dependência e não são recomendados para uso prolongado; psicoterapia e, quando indicado, antidepressivos tratam o padrão.

Exame normal significa que é invenção?

Não. Os sintomas são reais. Exames normais ajudam a afastar outras causas e direcionar o tratamento adequado.

Atendimento médico

Marque sua consulta — EM BREVE

Em breve, você poderá solicitar seu agendamento com o Dr. Leonardo Seabra diretamente pelo portal.

Dr. Leonardo SeabraMédico — CRM/RN 13.960
Este canal não se destina ao atendimento de urgências ou emergências.
Transparência editorial

Referências bibliográficas e fontes consultadas

Este conteúdo foi elaborado com base nas publicações abaixo. Os links direcionam para as páginas, diretrizes ou documentos originais.

  1. Organização Mundial da Saúde — OMS

    Anxiety disorders — ficha técnica atualizada em 2025

    Acessar fonte original
    Página
  2. Organização Mundial da Saúde — OMS

    Recomendações mhGAP para ansiedade e transtorno de pânico

    Acessar fonte original
    Diretriz
  3. Organização Mundial da Saúde — OMS

    Benzodiazepínicos no transtorno de pânico

    Acessar fonte original
    Diretriz
  4. NHS

    Panic disorder: symptoms and treatment

    Acessar fonte original
    Página
  5. Ministério da Saúde

    Prevenção do suicídio e sinais de alerta

    Acessar fonte original
    Página

Referências verificadas em: 27/08/2026.